segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Rótulo

Bom, antes de começar a falar de “Rótulos” eu gostaria que vocês dessem uma lida em um texto chamado Eu Etiqueta, de Carlos Drummond de Andrade.
http://www.lec.ufrgs.br/~silvia/textoteca/texto.php?texto=245


Engraçado como temos a mania de nos rotular, é só concordarmos com alguns padrões de um rótulo e pronto, padrões de estilo, de idéias, às vezes acabamos mudando nossos princípios para estarmos mais padronizados, chegamos a disputar para saber quem está mais perto da padronização perfeita e acabamos descriminando pessoas por elas não serem tão padronizadas quanto nós, vestimos camisas com imagem dos nossos ídolos, com frases das quais sugerem ideais de nossos rótulos, nos exibimos por acharmos que somos superior a todos que não possuem o mesmo rotulo, então criticamos os outros rótulos, tentamos converter pessoas aos ideais que nem são nossos de verdade, suamos, brigamos, discutimos e choramos por algo que não criamos, apenas copiamos.

Então nos enjoamos do rótulo, nos chateamos por dedicarmos tanto tempo em algo tão insignificante, mudamos ideais e estilo em uma tentativa de largar de vez aquele rótulo, e daí começamos a procurar outro rotulo que combine com nosso novo ser, e começamos tudo de novo.

Como saber que está se rotulando? Rotular-se é quando você deixa de dizer “Eu gosto de (algo)” e começa a dizer “Eu sou (igual a todos que gostam de algo)”.

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